10 dias no Vietnã: caos, trilhas, cafés improváveis e o inglês da vida real

Dec 14 / Teacher Bruna - BELAB

Eu acabei de voltar de 10 dias no Vietnã e ainda tô com aquela sensação de que o corpo voltou, mas a cabeça tá processando tudo.

Foi intenso.
Foi lindo.
Foi cansativo.
Foi daqueles lugares que te tiram do automático.

Começou por Hanoi — e Hanoi é exatamente isso: chaotic, loud, overwhelming, mas so authentic.
O trânsito parece uma coreografia que ninguém explica. Atravessar a rua vira um exercício de presença total. Don’t stop. Don’t hesitate. Just walk. 😂

A comida tá em todo lugar. Vida acontecendo o tempo inteiro.

E claro… English everywhere too.
Não o inglês perfeito. O inglês da vida real.

Hanoi: história, silêncio e contraste

Uma das primeiras coisas que fiz foi visitar o Hoa Lo Prison Museum.

É pesado. É história viva. É o tipo de lugar que te faz slow down e refletir.

Depois, fui ao Temple of Literature — e esse virou facilmente meu lugar favorito em Hanoi.
Quiet, calm, peaceful.
Lá dentro, o barulho da cidade fica do lado de fora. Um contraste enorme com o caos lá fora.

Também fui em vários templos.
O Vietnã tem essa coisa muito forte de espiritualidade presente no dia a dia.
Tu sente história, conexão, respeito.

Eu tirei fotos lindas e, em vários momentos, pensei:
I’m so grateful I get to live this.


Hanoi à noite: rituais, rua e curiosidade

Uma coisa que me marcou muito foi ver, à noite, as pessoas queimando coisas na frente das lojas.

No começo eu fiquei tipo: what’s going on here?

Depois entendi que aquilo faz parte de um ritual — oferendas pros ancestrais, proteção, prosperidade.
Papel, dinheiro simbólico, pequenas coisas… tudo ali, na rua, como parte da vida.

E eu amo isso no Sudeste Asiático:
o espiritual não é escondido. It’s part of daily life.

E claro, isso vira conversa em inglês:

  • “Why are they burning this?”

  • “Is this a religious thing?”

O inglês tava em todo lugar

Hotel, café, museu, tour, conversa de rua, viajantes trocando ideia.
E eu, como teacher, não consigo desligar.

Eu escutava frases como:

  • “I did a travel to Vietnam”

  • “I’m living in a hotel”

  • “I’m very exciting about this place”

Same mistakes. Over and over again.

Ninh Binh: silêncio, barco, bicicleta e presença

Depois segui pra Ninh Binh — e que lugar surreal.

Fiz o passeio de barco em Tam Coc, cercada por rice fields, montanhas, água calma.
E aquele detalhe que eu nunca vou esquecer:
as pessoas remando o barco com o pé.

Com o pé! Com uma naturalidade absurda.
I was like: how is this even possible? 😂

Além do barco, eu também andei de bicicleta por Ninh Binh.
E pedalar ali muda tudo.

Sem pressa. Sem plano.
Só presença.

Crianças brincando, gente trabalhando, vida acontecendo.
E eu ouvindo conversas em inglês de viajantes tentando descrever o lugar:

  • “This place is very peace”

  • “It’s more calm than Hanoi”

E eu pensando:
👉 peaceful
👉
calmer

Pequenos ajustes que fazem TODA a diferença — e quase ninguém aprende isso no livro.

Mua Cave: os 500+ degraus e a cara de plena 😂

Aí veio a Mua Cave, também chamada de Lying Dragon.

Quem vê minhas fotos lá de cima acha que eu tava zen, plena.

Mas a realidade foi: mais de 500 degraus, calor, suor, pensamento de desistir umas cinco vezes.

Teve trecho que eu fiquei tipo:

if I miss one step, I’m done.


Mas eu continuei.
E chegar lá em cima dá uma sensação muito forte de:

I can do hard things.

E isso conecta MUITO com inglês.
Porque aprender inglês é isso: desconforto, erro, vontade de desistir… e depois evolução.

Cafés improváveis que viraram favoritos

Agora um dos maiores plot twists da viagem: os cafés.

Eu experimentei coisas que eu jurava que não ia gostar — e virei fã.

  • Coconut coffee (café com água de coco): refreshing, diferente, surpreendente.

  • Egg coffee (café com ovo batido): creamy, sweet, e um dos melhores que eu já tomei.

E o mais legal: eu fiz um workshop e aprendi a fazer esses cafés.
Eu amo quando a viagem vira aprendizado real, não só consumo.

E tudo isso acontece porque tu consegue se comunicar.
Because you can ask questions.
Because you can connect.


Ha Long Bay: cruise, ilhas e conversas

Depois fui pra Ha Long Bay, fiquei num cruise, explorei as ilhas e conheci gente massa de vários lugares do mundo.

Aquelas conversas clássicas de viagem:

  • Where are you from?

  • How long are you staying?

  • What’s been your favorite part?

English vira ponte.
Mas também vira desafio, porque os mesmos erros continuam aparecendo — e ninguém corrige, porque “dá pra entender”.

Mas dar pra entender não é o objetivo.
The goal is clarity. Confidence. Flow.


De volta a Hanoi: comida de rua e o famoso sanduíche

Antes de ir embora, de volta a Hanoi, eu provei o famoso Bánh mì — a baguette vietnamita.
Crocante, simples, cheia de sabor. Perfeita.

E andando pelas ruas, vendo gente vendendo frutas, comida, tudo ali na calçada, eu pensei como aquilo representa bem o país:
simples, intenso, cheio de camadas.

E o inglês aparecendo o tempo todo:

  • pedindo preço

  • perguntando o que é

  • tentando explicar gosto, textura, preferência

Por que tudo isso importa 

Essa viagem me lembrou de algo muito simples:


As pessoas não têm dificuldade com inglês porque não estudam gramática.

Elas têm dificuldade porque repetem os mesmos erros da vida real — e ninguém nunca corrige.


Por isso eu tô criando o 365 Common English Mistakes.

Erros que eu escuto:

em trilhas

em barcos

em cafés

em templos

em conversas aleatórias na rua

Not textbook English.

Real English.


Se eu puder te ajudar a errar menos — e errar melhor — então tudo isso já valeu a pena.🤍

Criado com